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Todos os dias chegam até nós notícias não muito agradáveis. Todos os dias somos massacrados com informações sobre a violência que campeia em nossas casas, comunidades, enfim, em nossas cidades. Todos os dias, porque não dizer, somos vítimas das tantas violências.
Jornais impressos vendem em demasia notícias de violência, de cortar mesmo o coração e a alma. Programas televisivos elevam seus índices com altos índices de violência, noticiando apenas o mal, atrocidades, truculências e mortes. Sites e blogs, por meio de vídeos, estampam descaradamente uma violência sem limites.
Vivemos em tempos difíceis, pois a ausência de paz tem encontrado significativos espaços em nossa sociedade. As drogas avançam como verdadeiros tratores sobre a nossa pobre e indefesa juventude. São, desse modo, altíssimos os números de jovens mortos, muitos jovens, tragados pela maldita e infeliz violência.
Mas qual o significado de violência? A palavra violência vem do latim "violentia" que significa "a força que se usa contra o direito e a lei", e a palavra, violento, também do mesmo latim "violentus", é todo aquele que age com força impetuosa excessiva, exagerada. Na língua latina a palavra apresenta também o significado de "poder" "dominação", e o seu uso é concedido aquele que exerce autoridade na impossibilidade de resistência, violando a integridade do outro.
Assim, em linhas gerais, podemos classificar violência como a mais cruenta ausência de paz, de solidariedade, de respeito humano, de amor. Uma vez que ela não pede licença, mas passa como um verdadeiro furacão, pior, muito pior do que aqueles que causam terríveis danos a grupos e comunidades.
Vivemos mergulhados em um mar, verdadeiro caos de violência sem proporções nem limites. Basta olharmos para este último caso aí. Um goleiro de futebol famoso, de um time também famoso, liderando uma chacina fora do comum, com requites e padrões de crueldade capazes de assombrar e causar medo até em muitos autores de filmes de terror.
Diante de tão triste cenário, o que nós cristãos devemos dizer, ou melhor, fazer? Diante de tão triste drama sem limites, que é a violência, qual deverá ser a posição daquele que escuta a palavra do Evangelho, boa notícia de salvação para nós. Diante de tanta desolação, qual será a real posição daquele que, dominicalmente, recebe o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo?
E a resposta para tudo isso de onde vem, onde se encontra? Com certeza, não vem de nós nem está em nós mesmos. Vem d'Ele e está n'Ele: "No mundo havereis de ter muitas tribulações. Coragem! Eu venci o mundo". Essa deverá ser a nossa posição: tomar consciência de que, apesar de tudo isso, não somos fracassados; que apesar de tudo isso, não perdemos a batalha nem estamos vencidos.
Nesse mar de violência somos convocados a anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Nesse mar de violência que impregna nossas vidas somos chamados a testemunhar, conscientemente, Jesus, verdade e vida. E o Evangelho é a nossa espada. Somente o poder da palavra de Jesus transforma vidas, causa mudanças e conversões. Somente Jesus pode destruir as raízes da violência, do mal e nos garantir a certeza da Paz verdadeira que é Ele, e não outro.
Pe. Valmir Galdino é Diretor Espiritual Arquidiocesano do Segue-me de Maceió/AL.
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